O que faz um viral?

Olhem bem a imagem abaixo:

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Reconheceram? Se não, ao menos a frase vocês identificaram. Claro, por um rápido lapso de tempo, o “haja o que hajar” virou a piada da hora na internet, por conta da conjugação errada do verbo haver, como, também, obviamente, por ter sido tatuada nas costas da moça da foto.

Dessa forma, o “brilho” da frase foi “imortalizado” de forma indelével em uma tatuagem. O primeiro pensamento que assalta quem vê isso é:

Mas como foi possível cometer tamanha atrocidade?

O sentimento de perplexidade e, claro, de divertimento (o ser humano adora a galhofa) é despertado em toda uma coletividade… Afinal, compartilhamos a mesma cultura, o mesmo momento histórico, os mesmos meios de comunicação em massa (em especial falo da internet) e a mesma compreensão linguística.

Pronto, essa é a química para o divertimento com a ingenuidade (e o vacilo) alheio. Some isso ao poder de difusão da internet, onde todos são agentes produtores de conteúdo e podem, simultaneamente, tomar contato com as informações geradas, modificá-las, recriá-las, adaptá-las de quase todas as formas possíveis e redinfundi-las na mesma velocidade.

Eis a fórmula de um viral: envolvimento simultâneo com um determinado tema por uma massa representativa de pessoas.

Estar conectado à internet não é requisito essencial ao conceito, mas é o mais poderoso catalisador para a criação e propagação de um viral.

Um viral é uma percepção coletiva em comum, rápida e amplamente difundida. Em termos mais simples, um viral é um sucesso cultural.

Pode ser espontâneo, como o “haja o que hajar”, ou o famoso Harlen Shake, a ex-famosa Luísa, que está no Canadá ou, agora, “o ataque dos tomates”, que por conta do aumento abusivo dos preços tornou-se o viral da vez:
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Hoje, o grande sonho das agências de marketing é criar uma peça publicitária com as características de um viral, explorando as redes sociais e aumentando exponencialmente a visualização da marca e de seus produtos. E isso não é nada fácil.

Em regra, o viral é absolutamente espontâneo, gerado de forma despretensiosa e sem fins comerciais. Criar um viral deliberadamente é quase uma arte.

Voltemos à pergunta: o que faz um viral?

Resposta: bom-humor, em regra, espontaneidade, adesão maciça do público e sorte – quando é espontâneo – ou muita sensibilidade – quando é deliberado.

Uma consideração sobre “O que faz um viral?”

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