O mais novo meme da internet: Hallway Swimming (ou Nadando no Corredor)

Falar sobre os hits do momento na internet é sempre uma pauta interessante, mais ainda quando viralizam rapidamente. Já abordamos esse assunto algumas vezes e, sinceramente, não tem como não voltar a falar deles: os memes. O objeto do desejo de 11 a cada 10 publicitários…

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Então, como nossa pauta também é cultura digital, apresentamos o mais novo meme da internet: o Hallway Swimming. Em tradução literal, “Nadando no Corredor”.

O video tem apenas 11 segundos de duração e foi publicado por um jovem canadense em 2 de abril, mas já atingiu mais de 3,8 milhões de visualizações e dezenas de adaptações no Youtube.

O que se vê não tem nada de mais. Ainda assim, ganhou a simpatia (ou despertou a curiosidade, pelo menos) dos internautas: o jovem estudante apenas deita-se no chão do corredor de sua escolha e fica deslizando de um lado para outro, como se estivesse se impulsionando na borda de uma piscina, de uma “extremidade” à outra, para começar a “nadar”.

A brincadeira em nada se assemelha ao Harlem Shake, exceto pela rapidez com que se espalha pela internet e ganha adaptações. Boa dose de “culpa” do catalisador desse viral pode-se atribuir ao rapper americano Soulja Boy, que reproduziu (tentou, pelo menos) a brincadeira.

Confira o hit do momento e dê sua opinião:

Escolhemos, também, algumas variações de que mais gostamos. Dentro do possível, é claro… 😉

Comissão de Reforma do Código Penal reúne-se hoje, no Senado, para discutir crimes cibernéticos

Fiquem ligados!

Hoje tem audiência pública da Comissão de Reforma do Código Penal (PLS 236/2012) do Senado Federal.

Pauta: “Crimes contra o Patrimônio, Crimes contra a Propriedade Imaterial e Crimes Cibernéticos”.

Os convidados são:

  • Carlos Miguel Sobral, delegado da Polícia Federal;
  • Melina Blagitz de Abreu e Silva, procuradora do Ministério Público Federal;
  • Pedro Markun, membro da Transparência Hacker; e
  • Tulio Vianna, professor da Universidade Federal de Minas Gerais.

Horário: 14h30
Local: Senado Federal, Anexo II, Ala Senador Alexandre Costa, Sala 13

Google não pode ser obrigado a publicar retratação por ofensa feita através do Youtube

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro livrou, no último dia 28 de fevereiro, a empresa Google da obrigação de retratar-se solicitada pelo ex-dirigente do Vasco, Eurico Miranda, em ação de reparação de danos morais por ofensas praticadas por usuário do Youtube.

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Muito embora tenha mantido a condenação em indenizar o ex-presidente do clube carioca imposta pela primeira instância, o Tribunal a reduziu de R$ 25 mil para R$ 10 mil, livrando a empresa da obrigação de retratar-se publicamente a Miranda pelas ofensas praticadas no Youtube.

O processo

Em 23 de janeiro de 2008, o então Presidente do Clube Regatas Vasco da Gama ajuizou ação de indenização por danos morais com pedido de retratação pública contra a empresa Google, responsável pelo site de serviços Youtube. Alegou que diversas matérias e publicações veiculadas no site tinham natureza ofensiva e difamatória, de modo que veio a sofrer humilhações e perturbações de cunho moral.

Diante do pedido feito, foi deferida medida liminar para determinar que a empresa removesse o material ofensivo, sob pena de multa diária de R$ 1000,00.

O Google recorreu ao Tribunal de Justiça alegando a impossibilidade de cumprir a liminar nos termos em que fora concedida, quando fazia referência à remoção de “toda a matéria ofensiva ao autor“, ou seja, excessivamente abrangente e genérico, uma vez que a empresa também poderia vir a ser compelida a excluir todo tipo de comentário sobre o autor já produzido ou que ainda viesse a ser realizado, os quais poderiam atrair a incidência da decisão liminar concedida.

Sensível aos argumentos da empresa, o Desembargador Carlos Eduardo da Fonseca Passos, da Segunda Câmara Cível, deu parcial provimento ao agravo de instrumento, para limitar a extensão da liminar aos vídeos identificados por Miranda em sua petição inicial.

A sentença

A juíza Anna Eliza Duarte Diab Jorge, da 22a Vara Cível do Rio de Janeiro, não acatou os argumentos de defesa da empresa. Segundo a magistrada, o caso representa um conflito de direitos e garantias constitucionais, como a liberdade de informação dos veículos de comunicação e o direito à privacidade e à honra, em que este relativiza e limita aquele:

A liberdade de informação dos veículos de comunicação está consagrada constitucionalmente, nos arts. 5º, inciso IX, e 220, §§ 1º e 2º. São dois os componentes da liberdade de informação jornalística, quais sejam, o direito de livre pesquisa e divulgação e o direito da coletividade em receber notícias que correspondam a uma realidade fática. Os órgãos de comunicação não estão obrigados a verificar a veracidade das informações divulgadas, sob pena de divulgarem à sociedade notícias ultrapassadas e que não mais despertam interesse.

Tal premissa também deve ser aplicada aos sites que divulgam vídeos, imagens e informações. Um dos produtos da empresa ré é o YouTube, provedor de serviço de hospedagem de vídeos e comentários na internet, que são disponibilizados e compartilhados pelos usuários.

É preciso delimitar a liberdade de informação e manifestação com o direito à privacidade, à intimidade, à honra e ao bom nome, que são invioláveis, conforme dispõe o art. 5º, inciso X, da CRFB. E o limite está na narrativa. Se o conteúdo dos vídeos e comentários veiculados deixa de ser meramente narrativo, isto é, puramente informativo, e passa a exercer juízo de valor sobre a conduta ou a imagem de alguém, com cunho depreciativo, afasta-se a liberdade de manifestação para que prevaleça os direitos elencados no art. 5º, inciso X, da CRFB.

Porém, manteve o entendimento do Tribunal no tocante ao conteúdo específico que deveria ser removido, reconhecendo ser impossível conter novas publicações ofensivas previamente. A magistrada entendeu, ainda, que o pedido de retratação pública deveria ser acolhido e condenou o Google a publicar uma errata:

Quanto ao direito de resposta, embora a Lei de Imprensa tenha sido revogada, nada impede que seja imposta ao Réu uma obrigação de fazer, consistente não somente na retirada dos vídeos e comentários, bem como na retratação pública, na forma de errata, que deve obedecer aos mesmos padrões utilizados para divulgação das informações e imagens inverídicas. E tal se justifica para que os usuários do YouTube tenham conhecimento de que os vídeos e comentários anteriormente veiculados não correspondem à verdade e se mostravam equivocados e pejorativos.

Dessa forma, julgou procedente a ação, condenando a empresa ao pagamento de R$ 25 mil, além das determinações de remoção do conteúdo ofensivo indicado por Miranda e de publicação de retratação pública, na forma de errata.

Mudanças no Tribunal

Inconformada com a condenação, a empresa recorreu para o TJRJ. O Tribunal reconheceu ser impossível a averiguação prévia de conteúdo, mas confirmou a responsabilidade do provedor de serviços na internet quando provocado pelo usuário prejudicado da existência de conteúdo ofensivo:

Sob outro enfoque, é impraticável averiguar a integralidade dos dados constantes das páginas da rede social, conduta, aliás, incompatível com a agilidade e imediatismo do cenário virtual.

(…)

De outro turno, lhe é exigível a remoção do conteúdo injurioso publicado na rede de relacionamentos após regular interpelação pelo usuário prejudicado.

Cometidos abusos e veiculadas agressões contra internautas, emerge para o provedor a obrigação de cessar as ofensas, sob pena de responder objetivamente pelos danos causados.

O Google também argumentou a impossibilidade de remoção integral do conteúdo ofensivo sem a indicação da URL, o que não foi acolhido pelo Tribunal e, no tocante à condenação de retratação pública, os Desembargadores reputaram ser esse um dever que deveria recair somente sobre o autor das ofensas:

Por fim, assentada a ausência de responsabilidade da recorrente em relação ao conteúdo veiculado no site, não há como imputá-la a obrigação de retratar-se das postagens realizadas pelos usuários, medida oponível exclusivamente em face do autor da ofensa.

Ao final, o Tribunal acolheu parcialmente o recurso, diminuindo a condenação a R$ 10 mil e retirando a obrigação de retratação pública.

O processo em primeira instância você acompanha aqui. A sentença da 22a Vara Cível, aqui.

A tramitação do recurso você acessa aqui. E o acórdão do TJRJ, aqui.

Imagem:  submitinme.com

Argentino cria o primeiro “Clube de Homens Abandonados por uma Mulher” e ganha adeptos na internet

Um dia, o músico argentino Roberto Lázaro chegava à casa depois de mais um dia de trabalho, quando se deparou com uma cena nada animadora: todas as suas coisas estavam encaixotadas. Era o ponto final de um relacionamento de 7 anos, que tinha inclusive planos de casamento e família.

Com o orgulho ferido, pegou suas coisas e foi para a casa dos seus pais. Algum tempo depois, compôs uma canção sobre o episódio e, desde então, Lázaro, o “abandonado”, tem ganhado destaque nos principais veículos de comunicação da Argentina e Brasil.

A iniciativa chamou a atenção principalmente após a criação de uma página no Facebook, que já conta com 1900 seguidores.

A um site paraguaio, Lázaro explicou que a fanpage não é um ambiente para colocações machistas e que sempre que um usuário se expressa de forma agressiva à ex-mulher, o argentino parte para o aconselhamento amigável e, se não adiantar, vem o bloqueio do perfil.

O dono da página informou, ainda, que a comunidade reúne se a cada duas semanas de forma itinerante, sempre em um lugar diferente na Argentina. As reuniões, segundo Lázaro, não têm nenhuma semelhança com grupos de autoajuda nem usam de técnicas de terapia, mas promovem apenas encontros casuais para assistir a partidas de futebol e se distraírem:

Não é como os Alcóolicos Anônimos que se reunem em rodas, contam suas experiências e começam a chorar enquanto os demais os consolam. Evito isso porque é muito cruel. Nós nos reunimos para fazer coisas como assistir a uma partida de futebol. Podem parecer insignificantes, mas são muito importantes para o momento por que a pessoa está passando.

A página apresenta registros de mensagens desde ajuda e solidariedade até poemas criados pelos próprios “membros” do Clube. Há também piadas sarcásticas e chacotas com os “abandonados”, mas nada disso desestimula os seguidores do primeiro Clube de Homens Abandonados por uma Mulher.

Apesar de a iniciativa ter sido idealizada para homens, há mulheres que comentam no mural da página não ser a dor do abandono um privilégio masculino.

Identificou-se?

Siga a página clicando na imagem abaixo. O idioma das postagens é espanhol, mas é possível interagir em português.

Club De Hombres Abandonados Por Una Mujer
Club De Hombres Abandonados Por Una Mujer